sexta-feira, 20 de março de 2009

oh me,
oh my,
oh dear

quinta-feira, 19 de março de 2009

ei,
você ai
que me lê
sei como
quando
e porque

quarta-feira, 18 de março de 2009

se acaso esquecer
a tal porta aberta
feche com cuidado
deite ao meu lado
e só mesmo assim
estarei coberta
temporal em sp
shampoos suicidas
pularam do 11º

quarta-feira, 11 de março de 2009

meu bem,
pega o violão
e me toca logo
uma boa bossa
que essa lua
é toda nossa
me aguarda ai
olha pro céu
na sexta-feira
estou chegando
um coração
desatento
ao amor
faz silêncio
no seu canto
ele inventa
por enquanto
o seu próprio
sofrimento
desalento
desengano
todo encanto
vive apenas
um momento
a rede
balança
lançando
o convite
pra mim
Je m'appelle
aprendizado
do zero
novamente

sexta-feira, 6 de março de 2009

quando criança, nas tardes mais ociosas, costumava juntar um monte de goiabas lá de casa, pois tínhamos uma goiabeira, além de alguns manguitos da vizinha e colocava tudo para vender no muro. depois de lavadas, claro. vendia também a água do filtro de barro em sacos de sacolé com um nozinho na ponta. era água gelada, pois colocava no isopor. aproveitava a boa localização da casa, estrategicamente na ladeira, para faturar em cima daqueles cansados e sedentos cidadãos que por ali passavam. até conseguia uns trocados, mas mal me lembro como os gastava. era tudo brincadeira. isso não durou muito. hoje, mudou muita coisa. a goiabeira morreu. as mangueiras da vizinha foram arrancadas pela nova proprietária da casa. não moro mais lá. não gosto mais de manga. não gosto mais de goiaba. aliás, não suporto ambas.

quarta-feira, 4 de março de 2009

esse ar
corre solto
longe de mim
que me resta?
o calor apenas
e a solidão