quinta-feira, 3 de abril de 2008

Ouvi dizer que esse rapaz não faz mais poesia. Dizem que o seu cartaz não traz mais fantasia. Mas por que não falar do que ele fazia? As suas palavras melancólicas eram as minhas vazias. Perto passavam da solidão. Longe da alegria. Bem ao lado do meu sentir.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Há dias mais longos. Como o de hoje. Começou cedo. Vai passar lento. E, por tudo que precisa ser feito, sem hora para acabar.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Imaginei que o teclado era um piano. Não escrevi uma linha certa. Mas passei horas pensando. Qual é a música?
Quem me dera que todos os outros dias fossem de verdade.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Uma volta muda nada
Uma volta muda tudo
O que desejo mudo
O que desejo tarda

Ilegível, indefinido
Sem mais volta
intangível, impossível
Mas retorna

O sangue aquece
A espinha esfria
Se é assim, esquece

Se não é, desvia
A atenção padece
A vontade esvazia
Há o tempo
do silêncio



(All blues, Miles Davis e John Coltrane)

domingo, 30 de março de 2008

E a chuva cai.

sábado, 29 de março de 2008

Sábado sem sono e com a pele em chamas.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Eu sentei aqui agora para escrever qualquer coisa sobre o nada. Mas, em poucos segundos, já lembrei de algumas coisas que costumam me afastar da ausência de pensamentos e palavras. A questão, na verdade, é que há sempre algo guardado na minha cabeça. Então, hoje, na falta de sono, eu vou desabafar esse desonesto post imaginário que carrego diariamente na mente. É só um pensamento insistente. Uma idéia fixa que me persegue em todos os meus dias. Uma pendência que, no futuro, ainda será chamada de passado. Mas, no presente, não passa de um vômito atordoado e sem qualquer sentido para vocês. E, digo mais, é só um devaneio inútil. Pois, é um sentimento fugaz. Por mim, aliás, devidamente julgado e condenado. Mas falta cumprir a sentença.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Devia saber mais
Mas não sei
Devia dizer mais
Mas não digo
Devia querer mais
Mas não quero
Devia sentir mais
Mas não sinto
Devia parar mais
Mas não paro
Devia calar mais
Mas não calo
É teimosia, aliás
Tudo o que faço

terça-feira, 25 de março de 2008

Um giro malfeito e pronto. Lá está a sanidade de cabeça baixa. Dando espaço à loucura. Abraçando a instabilidade. E, deixando tudo como está. Sem ter reação. Só aguardando rodar de novo.

segunda-feira, 24 de março de 2008

It doesn’t really matter,
don’t you worry
it will all work out


(Exitlude, The Killers)

domingo, 23 de março de 2008

cai a chuva
chorando o céu
essas angústias
as minhas
as suas
levadas ao léu
lavadas no tempo
lágrimas secam
no meio da rua

quinta-feira, 20 de março de 2008

Eu tô indo é ver o mar que eu tenho menos o que fazer.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Sabe, nem tudo o que se escreve antes de deitar faz muito sentido ao acordar.
Era o inesperado. Não sabia lidar com isso.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Uma chuva pesada
A calçada molhada
Um calor abafado
No chão que fervia
A cidade ao meio-dia

domingo, 16 de março de 2008

de repente
era um azul
azul azulado
azul acinzentado
azul amarelando
azul amanhecer

sexta-feira, 14 de março de 2008

Roubaram-lhe as idéias. E isso a maltratava como nunca. Não pelo roubo em si. Pois, sabia que outras novas viriam. Mas o que lhe fazia mal era a ingenuidade. A sua própria. Ainda sim, a cada uma que lhe era levada, sofria. No fundo, sabia que as idéias não lhe pertencem. Nem a mais ninguém. O mesmo era com as pessoas. Elas são por outras apropriadas. E, ninguém é de ninguém. Assim como as suas idéias. Não são mais suas. Roubaram-lhe as idéias.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Wow, after I jumped it occurred to me life is perfect, life is the best, full of magic, beauty, opportunity... and television... and surprises, lots of surprises, yeah. And then there’s the best stuff of course, better than anything anyone ever made up, 'cause it’s real.

(Never let me go, U2)

se em alguns anos
não me apaixonar
novamente
mando avisar
decretem falência
desliguem os aparelhos
e escrevam tranqüilos
na minha legenda:
aqui jaz um coração

quarta-feira, 12 de março de 2008

Outro dia, vi você novamente. É verdade. De vez em quando, eu vejo você em outros caras. Lembra? Eu já falei isso para você uma certa vez. De novo, era um moço com o seu perfil. Um novo rapaz. Um outro qualquer. Quando isso acontece, fico aqui só pensando uma mesma coisa. É algo que fica martelando na minha cabeça. Por um bom tempo. Imagino: quantos narizes iguais ao seu eu vou precisar ver até passar uma vontade maluca que tenho de você?

terça-feira, 11 de março de 2008

- Oie. Você tem horas?
- Não uso relógio.
- Ah! Poxa...
- Tá. Vou te dar uma trégua e olhar no celular. São 21h15.
- Obrigado. Mas, diz uma coisa, você vem sempre por aqui?
- Trégua novamente. Venho sim. Sempre que eu preciso de pão.
- Ah! Legal. Eu sou carioca. Achei o Recife lindo. Mas tem gente dizendo que é perigoso. É verdade?
- É verdade.
- Mas não é como o Rio.
- Não, já é bem pior.
- Sério?
- Sério.
- Fala a verdade, é só para espantar os turistas.
- Boa idéia, não tinha pensado nisso.
- Ah! Fala sério, passei cinco dias aqui, fui para balada e não vi violência alguma. Hoje, eu volto pro Rio de Janeiro.
- É?
- É, de madrugada.
- Boa viagem então.
- Obrigado.
- De nada. Agora, tenho que ir na prateleira do leite.
- Ah! Já vai? Então, só uma última coisa. Que horas são mesmo?
- 21h23 [após meter a mão na bolsa e pegar o celular de novo].
- Valeu o papo, garota. Se for ao Rio...
- Aham...
- Tchau.
- Tchau.

Oito minutos de conversa de padaria ou breve teste de boa vontade com o guri na tentativa de um dia me tornar melhor.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Não decoro mais falas. No final, é tudo improviso mesmo.
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim."

(Ausência, Carlos Drummond de Andrade)

domingo, 9 de março de 2008

Hoje é domingo e o meu cérebro não quer mesmo funcionar. Só porque eu preciso muito dele. Mas ele só entende o contrário.
Um tiro. Um corpo. Uma funerária. Um cemitério. Tudo isso seria bem lógico, se houvesse qualquer ligação nisso tudo. Mas não tem. O único sentido era a morte no caminho por onde passei.


P.S - Não foi nada.

sábado, 8 de março de 2008

Cantei o vento para ver se ele me aparecia, mas não deu sinal. Algo me diz que desafinei, pois não balança uma folha na cidade.

sexta-feira, 7 de março de 2008

- E ai, beleza?
- Beleza.
- O que tem feito de bom?
- Nada, praticamente.
- Nada como?
- Nada, nada.
- Mas por que isso?
- Falta vontade.
- Sério?
- É sério, claro.
- Mas não tem vontade de nada?
- Não... ou melhor, tenho sim.
- De que então?
- De sair correndo.
- Correndo pra onde?
- Não faço idéia, mas tenho vontade.
- E, por que não faz?
- Não sei. Acho que [ainda] é preciso ficar.
- Meu Deus, e quem é que entende essa criatura?
- Ninguém.

quinta-feira, 6 de março de 2008

em campos alheios
plantavam-se ilusões
para cultivar a culpa
de uma colheita cheia
das suas decepções

quarta-feira, 5 de março de 2008

Já que não será o coração, sinto que a qualquer hora dessas o calor vai derreter o meu juízo. É só uma questão de tempo.

terça-feira, 4 de março de 2008

Your head will collapse
If there's nothing in it


(Where is my mind, Pixies)

Até o estado de tontura eram voltas e mais voltas. Corria sempre ao seu redor. Algumas dezenas de quilômetros para lugar nenhum. Nem sequer cogitaria uma parada. Pois, estava clara a lembrança. Etérea mesmo é essa vida. Ela se evapora com o passar do tempo. E, muitas vezes, nem sequer consente ir atrás do que se foi.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Com sorte, algumas tolas palavras não vão dar sustentação às ilusões alheias. Ultimamente, mal dou conta das minhas.
Naquela manhã de segunda, ao lançar o cuspe no chão da Avenida Cruz Cabugá, o motorista da caminhonete da Secretaria de Saúde da prefeitura do município de Tacaimbó (PE) nem imaginava que a saliva viraria vapor antes mesmo de chegar ao calor do asfalto.
É que o Recife anda mais quente nos últimos dias.

domingo, 2 de março de 2008

Há dias em que um pensamento extra pode ser demais.

sábado, 1 de março de 2008

One is the loneliest number
That you'll ever do
Two can be as bad as one
It's the loneliest number since the number one


(One, Aimee Mann)

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Para cozinhar o nada. Pegue o turbilhão de idéias mal acabadas. Coloque em uma panela untada com muita paciência. Ponha em seguida a cabeça em um fogo bem brando. Acrescente aquele temperamento explosivo. Espere o tempo necessário para o conteúdo começar a pipocar. Tenha bastante cuidado para não mexer muito na consciência. E, atenção redobrada para a hora certa de se desligar de tudo. Você não vai perder a consistência. Ou, muito menos, deixar queimar. [receita improvisada]

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

O dia da quarta foi repleto de referências à loucura. Primeiro, uma discussão sobre um filme. Em nova situação, surge a curiosidade:
O destino do louco é outro na porta? Ou apenas a solidão?

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Meu caro, você acaba de ser convidado a não mais comparecer em meus breves sonhos. Algumas vezes, podem me parecer reais. E, já não sei o que fazer ao dar de cara com você. Não sei mais.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Na falta de "um lugar como nosso lar", ela escanteou os velhos sapatinhos vermelhos. Adquiriu um novo par. Eram agora verdes.
When they kick out your front door
How you gonna come?


(Guns of Brixton, The Clash por Nouvelle Vague)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Boa noite. Hoje eu desejo no mínimo o dobro do sono de ontem. Além de acordar 50% menos durante a noite também. Boa noite.
Havia um tempo que sentia lentamente aquela corrosão. Não tinha a certeza do que motivava o processo. Talvez as paredes tinham se desgastado com o tempo. Provavelmente pela falta de cuidado. Ou então, era outra a verdadeira culpada. A angústia talvez. Não se sabe ao certo. Só uma coisa é verdade. Conhecia aquela dor. Uma dor assim aguda [crônica]. Não se recorda bem do começo. Mas na memória jamais esteve livre da sensação. Perfurava-lhe desde o início. Aquilo aos poucos lhe tomou conta. E por ali ficou.
Havia um tempo que sentia lentamente a corrosão. Não tinha certeza o que motivava o processo. Talvez as paredes tinham se desgastado com o tempo. Provavelmente pela falta de cuidado. Ou então, era uma angústia crônica a grande culpada. Não se sabe ao certo. Jamais se viu livre daquela sensação. Uma coisa é certa. Já não se recorda do início. Mas aquilo aquilo lhe tomou conta.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Quando fica tudo assim tão, tão, tão... tanto faz.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Para mim, encontrar o ponto certo não é nada fácil. Está insosso? Põe mais sal. Salgado demais? Água na panela. Ainda está duro? Fogo nele. Experimenta. E agora? [desandou]
De vez em quando, você só precisa de uma dose de leseira.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Havia dias que eram tão áridos e desérticos que ela daria anos de sua vida em troca de uns minutos de graça"

(Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008



(Sail to the Moon, Radiohead)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Ascoltami che oggi sera ti regalerò una luna stupenda. Troppo distinta dell'altra silente. Non ci sarà più quella luna lontana di sempre. Nascosta nel mio cielo impenetrabile. Non ci sarà mai. Nemmeno la stessa del tuo mondo immaginario [chimerico].
Saudade. Da chuva. Aliás, do banho de chuva. Daqueles tomados com uma vontade honesta. Como em uma brincadeira de criança. É. Era assim mesmo. Era sim. Na minha infância. Costumava sentir o cheiro da chuva. Do chão quente e úmido. Molhado. Sentia e logo saia de casa. Era uma verdadeira disparada. Corria para a ladeira. Descalça. No meio da rua. Não usava as sandálias. Mas a esperança. Queria beber todos os pingos d’água. Como se fosse possível matar a sede. E era tão grande a minha sede. Era tudo mais fácil. Parecia-me tão simples. Eu só queria beber a chuva.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

não corre mais
o segundo se foi
não volta atrás
e aquilo que fica
já não se desfaz

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Mais cuidado com tanta pimenta, menina. Pode ficar bem quente. Vai que assim você se sente mais viva. E, sem nem saber, acende.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Álbum do domingo:
Abbey Road, Beatles

Colocar ordem não é fácil. Após uma breve tentativa [frustrada] de me organizar, restaram apenas algumas palavras para pensar: excesso, memória e desapego. A última ainda falta praticar.
O [bom] conselho é que pare.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Cansada para derramar copos [ou palavras].
já parecia
uma dança
desengonçada
não sabe se ia
ou se ficava
mas o bêbado
então sorria
e balançava
naquele dia
no meio fio
iminente
à queda
entre a rua
e a calçada

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Se fosse só razão. Não hesitaria. Não teria um nó na garganta. Não deixaria as mãos trêmulas. Não daria tanta sede. Não tiraria o sono. Não acabaria com o sossego. Não causaria medo. Não seria uma invenção. Mas real. Simples. Se não fosse assim [ideal].

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

We wake up, we go out, smoke a fag,
Put it out, see our friends,
See the sights, feel alright


(Alright, Supergrass)



P.S - musiquinha massa que demora a sair da cabeça...
sem essa
de conversa
esquece isso
que o não dito
está prescrito
perdeu o prazo
[de validade]

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Terapeuta canina. O cachorro entrou em crise [banzo].

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Lá vem o danado do tempo
Segundos, minutos e horas
O tempo só anda correndo
Atrás de um outro momento

sábado, 9 de fevereiro de 2008

É incomum acordar assim aos sábados. A casa vazia. Vazia.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Há muitas coisas sem explicação. Ainda pensar era estranho. Nem mesmo sabia dizer o porquê. Mas queria saber. Algumas vezes, tentava listar as possíveis razões. Em outras, só deixava estar.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Quebra-cabeça com peças perdidas não se preenche.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

E se o dia tivesse 30 horas, cara de pau, ia tentar um jeitinho de pedir mais umas cinco pra viagem [só para não fazer nada].
Quarta-feira de cinzas. Ingrata? Eu diria que hoje não. E também não há nada cinza nessa quarta-feira. Aliás, está muito azulada. Como aquele mar infinito e o céu sem nuvens que acabei de ver.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Sexta-feira. É quase Carnaval. Pessoas carregam coisas. Pela manhã, Olinda é só trabalho. São os últimos momentos. Para montar a festa. Para dar alegria a uns. E esperança a outros.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Palavras cortam mesmo com as lâminas cegas.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

"O problema mesmo é domar o próprio ego", arrisca.

"Aham", concorda o outro lado no mesmo tom de sempre.

E completa: "conversamos sobre isso na próxima sessão".

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

se é ciúme?
não sei não
outra coisa?
[resignação]
Pode vir o carnaval que o estoque de sono está garantido.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

[foge louco]
o bicho solto
desgarrado
sempre revolto
desalinhado
carrega um medo
desesperado
de sufocar

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

céu encoberto
é aviso prévio
de tempo ruim
* colcha * de retalhos * de costuras * tortas * em versos * livres * as palavras * soltas * repartidas * sem ordem * desorganizadas * de sentido * foscas * insistentes * o reflexo * ausente * o meu * o seu * um segundo eu * justamente * o oposto * o substituto * ideal * tão perfeitamente * imperfeito * até perder * a linha *

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Não berro mais porque perdi a voz. Ou acho que já enlouqueci. Falta a sanidade para não chamá-lo aqui. E para não dizer que hoje é dia de lua plena. Mas, na verdade, repleta está a minha cachola. Dos tantos tormentos. Cheia de tolices. Abarrotada de bobagens. Completa pela única lembrança. Ou pela falta dela?
Not easy.
Not ready.
Not yet.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Não tente agradar o mundo. Mas, se assim desejar, um conselho. Comece logo. Vai lá. Rápido. Já foi? Se não, tô por aqui ainda.

domingo, 20 de janeiro de 2008

conversa
desconversa
e ao lembrar
da pressa
vê o momento
de parar
e até cessa
o tempo

sábado, 19 de janeiro de 2008




Hoje é dia de Glória

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Quem conduz o estandarte, não espera que o bloco passe. Segue desfilando feliz. Alheio ao tempo, espera sorrindo o raiar do novo dia. Antes do despertar, antes mesmo que o sonho acabe.
Onde está mesmo o pavio do circo?

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

quando vier
o carnaval
vai se vestir
de sorrisos
e desdenhar
com alegria
da fugacidade
do momento
de fantasia
passageira
e felicidade
[tão etérea]

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

não cale a dor
deixe-a berrar
que se é amor
enquanto for
é de gritar
é de doer
é de sangrar
[até morrer]

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Ninguém foge ao cheiro sujo
Da lama da Manguetown


(Manguetown, Chico Science e Nação Zumbi)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

vende-se sonhos
todos os tamanhos
diversas parcelas
todas financiadas
pelo presente ego

domingo, 13 de janeiro de 2008

dia bom
de cheiro
é tempero
na cozinha

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

após o dia
uma noite
me acolhe
me embala
me espalha
me conforta
e me recolhe
para o depois
um outro dia
[o amanhã]


(You know I'm no good, Amy Winehouse)
Passou.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Minha cabeça não cabe em mim de tanta dor [enxaqueca maldita].
Nos últimos dias, ficou comum escutar os caboclos rurais passando pela minha porta. Acabei de ouvir. É só o sinal do que está por vir. Em breve, novos sons do Carnaval. Olinda, quero cantar...

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Isso é a cara dela. Quando ninguém espera, é assim de trela. De vez em quando, faz traquinagem. As travessuras das horas vagas.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

[a virose]
dói o corpo
dói a mente
dói a alma

domingo, 6 de janeiro de 2008

Não sabe andar sozinho. E, ainda não consegue falar com clareza. Mesmo assim, acaba de completar um aninho, o danado [do blog].

sábado, 5 de janeiro de 2008

E, como em todos os anos, é a hora da fantasia.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

vou acabar sim
com sua pressa
para sair assim
[talvez ilesa]
dessa mesmice
dessa conversa
do mesmo lugar
Por favor, uma coca gelada e uma cápsula de disposição.