quinta-feira, 3 de abril de 2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
terça-feira, 1 de abril de 2008
segunda-feira, 31 de março de 2008
domingo, 30 de março de 2008
sábado, 29 de março de 2008
sexta-feira, 28 de março de 2008
Eu sentei aqui agora para escrever qualquer coisa sobre o nada. Mas, em poucos segundos, já lembrei de algumas coisas que costumam me afastar da ausência de pensamentos e palavras. A questão, na verdade, é que há sempre algo guardado na minha cabeça. Então, hoje, na falta de sono, eu vou desabafar esse desonesto post imaginário que carrego diariamente na mente. É só um pensamento insistente. Uma idéia fixa que me persegue em todos os meus dias. Uma pendência que, no futuro, ainda será chamada de passado. Mas, no presente, não passa de um vômito atordoado e sem qualquer sentido para vocês. E, digo mais, é só um devaneio inútil. Pois, é um sentimento fugaz. Por mim, aliás, devidamente julgado e condenado. Mas falta cumprir a sentença.
quarta-feira, 26 de março de 2008
terça-feira, 25 de março de 2008
segunda-feira, 24 de março de 2008
domingo, 23 de março de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
quarta-feira, 19 de março de 2008
segunda-feira, 17 de março de 2008
domingo, 16 de março de 2008
sexta-feira, 14 de março de 2008
Roubaram-lhe as idéias. E isso a maltratava como nunca. Não pelo roubo em si. Pois, sabia que outras novas viriam. Mas o que lhe fazia mal era a ingenuidade. A sua própria. Ainda sim, a cada uma que lhe era levada, sofria. No fundo, sabia que as idéias não lhe pertencem. Nem a mais ninguém. O mesmo era com as pessoas. Elas são por outras apropriadas. E, ninguém é de ninguém. Assim como as suas idéias. Não são mais suas. Roubaram-lhe as idéias.
quinta-feira, 13 de março de 2008
quarta-feira, 12 de março de 2008
Outro dia, vi você novamente. É verdade. De vez em quando, eu vejo você em outros caras. Lembra? Eu já falei isso para você uma certa vez. De novo, era um moço com o seu perfil. Um novo rapaz. Um outro qualquer. Quando isso acontece, fico aqui só pensando uma mesma coisa. É algo que fica martelando na minha cabeça. Por um bom tempo. Imagino: quantos narizes iguais ao seu eu vou precisar ver até passar uma vontade maluca que tenho de você?
terça-feira, 11 de março de 2008
- Oie. Você tem horas?
- Não uso relógio.
- Ah! Poxa...
- Tá. Vou te dar uma trégua e olhar no celular. São 21h15.
- Obrigado. Mas, diz uma coisa, você vem sempre por aqui?
- Trégua novamente. Venho sim. Sempre que eu preciso de pão.
- Ah! Legal. Eu sou carioca. Achei o Recife lindo. Mas tem gente dizendo que é perigoso. É verdade?
- É verdade.
- Mas não é como o Rio.
- Não, já é bem pior.
- Sério?
- Sério.
- Fala a verdade, é só para espantar os turistas.
- Boa idéia, não tinha pensado nisso.
- Ah! Fala sério, passei cinco dias aqui, fui para balada e não vi violência alguma. Hoje, eu volto pro Rio de Janeiro.
- É?
- É, de madrugada.
- Boa viagem então.
- Obrigado.
- De nada. Agora, tenho que ir na prateleira do leite.
- Ah! Já vai? Então, só uma última coisa. Que horas são mesmo?
- 21h23 [após meter a mão na bolsa e pegar o celular de novo].
- Valeu o papo, garota. Se for ao Rio...
- Aham...
- Tchau.
- Tchau.
Oito minutos de conversa de padaria ou breve teste de boa vontade com o guri na tentativa de um dia me tornar melhor.
- Não uso relógio.
- Ah! Poxa...
- Tá. Vou te dar uma trégua e olhar no celular. São 21h15.
- Obrigado. Mas, diz uma coisa, você vem sempre por aqui?
- Trégua novamente. Venho sim. Sempre que eu preciso de pão.
- Ah! Legal. Eu sou carioca. Achei o Recife lindo. Mas tem gente dizendo que é perigoso. É verdade?
- É verdade.
- Mas não é como o Rio.
- Não, já é bem pior.
- Sério?
- Sério.
- Fala a verdade, é só para espantar os turistas.
- Boa idéia, não tinha pensado nisso.
- Ah! Fala sério, passei cinco dias aqui, fui para balada e não vi violência alguma. Hoje, eu volto pro Rio de Janeiro.
- É?
- É, de madrugada.
- Boa viagem então.
- Obrigado.
- De nada. Agora, tenho que ir na prateleira do leite.
- Ah! Já vai? Então, só uma última coisa. Que horas são mesmo?
- 21h23 [após meter a mão na bolsa e pegar o celular de novo].
- Valeu o papo, garota. Se for ao Rio...
- Aham...
- Tchau.
- Tchau.
Oito minutos de conversa de padaria ou breve teste de boa vontade com o guri na tentativa de um dia me tornar melhor.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim."
(Ausência, Carlos Drummond de Andrade)
domingo, 9 de março de 2008
sábado, 8 de março de 2008
sexta-feira, 7 de março de 2008
- E ai, beleza?
- Beleza.
- O que tem feito de bom?
- Nada, praticamente.
- Nada como?
- Nada, nada.
- Mas por que isso?
- Falta vontade.
- Sério?
- É sério, claro.
- Mas não tem vontade de nada?
- Não... ou melhor, tenho sim.
- De que então?
- De sair correndo.
- Correndo pra onde?
- Não faço idéia, mas tenho vontade.
- E, por que não faz?
- Não sei. Acho que [ainda] é preciso ficar.
- Meu Deus, e quem é que entende essa criatura?
- Ninguém.
- Beleza.
- O que tem feito de bom?
- Nada, praticamente.
- Nada como?
- Nada, nada.
- Mas por que isso?
- Falta vontade.
- Sério?
- É sério, claro.
- Mas não tem vontade de nada?
- Não... ou melhor, tenho sim.
- De que então?
- De sair correndo.
- Correndo pra onde?
- Não faço idéia, mas tenho vontade.
- E, por que não faz?
- Não sei. Acho que [ainda] é preciso ficar.
- Meu Deus, e quem é que entende essa criatura?
- Ninguém.
quinta-feira, 6 de março de 2008
quarta-feira, 5 de março de 2008
terça-feira, 4 de março de 2008
Até o estado de tontura eram voltas e mais voltas. Corria sempre ao seu redor. Algumas dezenas de quilômetros para lugar nenhum. Nem sequer cogitaria uma parada. Pois, estava clara a lembrança. Etérea mesmo é essa vida. Ela se evapora com o passar do tempo. E, muitas vezes, nem sequer consente ir atrás do que se foi.
segunda-feira, 3 de março de 2008
Naquela manhã de segunda, ao lançar o cuspe no chão da Avenida Cruz Cabugá, o motorista da caminhonete da Secretaria de Saúde da prefeitura do município de Tacaimbó (PE) nem imaginava que a saliva viraria vapor antes mesmo de chegar ao calor do asfalto.
É que o Recife anda mais quente nos últimos dias.
É que o Recife anda mais quente nos últimos dias.
domingo, 2 de março de 2008
sábado, 1 de março de 2008
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Para cozinhar o nada. Pegue o turbilhão de idéias mal acabadas. Coloque em uma panela untada com muita paciência. Ponha em seguida a cabeça em um fogo bem brando. Acrescente aquele temperamento explosivo. Espere o tempo necessário para o conteúdo começar a pipocar. Tenha bastante cuidado para não mexer muito na consciência. E, atenção redobrada para a hora certa de se desligar de tudo. Você não vai perder a consistência. Ou, muito menos, deixar queimar. [receita improvisada]
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
O dia da quarta foi repleto de referências à loucura. Primeiro, uma discussão sobre um filme. Em nova situação, surge a curiosidade:
O destino do louco é outro na porta? Ou apenas a solidão?
O destino do louco é outro na porta? Ou apenas a solidão?
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Havia um tempo que sentia lentamente aquela corrosão. Não tinha a certeza do que motivava o processo. Talvez as paredes tinham se desgastado com o tempo. Provavelmente pela falta de cuidado. Ou então, era outra a verdadeira culpada. A angústia talvez. Não se sabe ao certo. Só uma coisa é verdade. Conhecia aquela dor. Uma dor assim aguda [crônica]. Não se recorda bem do começo. Mas na memória jamais esteve livre da sensação. Perfurava-lhe desde o início. Aquilo aos poucos lhe tomou conta. E por ali ficou.
Havia um tempo que sentia lentamente a corrosão. Não tinha certeza o que motivava o processo. Talvez as paredes tinham se desgastado com o tempo. Provavelmente pela falta de cuidado. Ou então, era uma angústia crônica a grande culpada. Não se sabe ao certo. Jamais se viu livre daquela sensação. Uma coisa é certa. Já não se recorda do início. Mas aquilo aquilo lhe tomou conta.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
sábado, 23 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Saudade. Da chuva. Aliás, do banho de chuva. Daqueles tomados com uma vontade honesta. Como em uma brincadeira de criança. É. Era assim mesmo. Era sim. Na minha infância. Costumava sentir o cheiro da chuva. Do chão quente e úmido. Molhado. Sentia e logo saia de casa. Era uma verdadeira disparada. Corria para a ladeira. Descalça. No meio da rua. Não usava as sandálias. Mas a esperança. Queria beber todos os pingos d’água. Como se fosse possível matar a sede. E era tão grande a minha sede. Era tudo mais fácil. Parecia-me tão simples. Eu só queria beber a chuva.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
domingo, 10 de fevereiro de 2008
sábado, 9 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
* colcha * de retalhos * de costuras * tortas * em versos * livres * as palavras * soltas * repartidas * sem ordem * desorganizadas * de sentido * foscas * insistentes * o reflexo * ausente * o meu * o seu * um segundo eu * justamente * o oposto * o substituto * ideal * tão perfeitamente * imperfeito * até perder * a linha *
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Não berro mais porque perdi a voz. Ou acho que já enlouqueci. Falta a sanidade para não chamá-lo aqui. E para não dizer que hoje é dia de lua plena. Mas, na verdade, repleta está a minha cachola. Dos tantos tormentos. Cheia de tolices. Abarrotada de bobagens. Completa pela única lembrança. Ou pela falta dela?
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
domingo, 20 de janeiro de 2008
sábado, 19 de janeiro de 2008
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
domingo, 13 de janeiro de 2008
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
domingo, 6 de janeiro de 2008
Não sabe andar sozinho. E, ainda não consegue falar com clareza. Mesmo assim, acaba de completar um aninho, o danado [do blog].
sábado, 5 de janeiro de 2008
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