quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

É assim. Antes de tudo, ele vem. O Carnaval.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

O bom da contagem regressiva é poder zerar.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

relicário de palavras
indiretas [incertas]
que pouco dizem
a verdade
mas camuflam
certamente
os sentimentos
de quem se leva
de quem se esconde
de quem não sabe nada
nem mesmo onde
nem como dói
só que dói
enquanto aguarda
ansiosamente
o tempo passar


(Breathe, Pink Floyd)

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

A sinceridade tem os seus dois lados. Às vezes, um deles vence. São danos e glórias. Geralmente, inevitáveis.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

O fim de ano deixa as pessoas mais emotivas [e impacientes].
Deseja dormir
Todo o cansaço
Mas o esforço
É bem maior

domingo, 23 de dezembro de 2007

A última lua. Quase nua. Cheia. Completa [de um ano].

sábado, 22 de dezembro de 2007

Ei, bossa [você]. Fuma logo o cigarro. E sai da minha cabeça.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Sono rasgado [triturado].

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

I can't even remember what it was
I came here to get away from


(Not Dark Yet, Bob Dylan)

labirinto
de idéias
imagens
dúvidas
[e sons]
são voltas
e voltas
perdidas
sem saída
ou direção

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

A multidão. Gente. Pessoas. Crianças. Cachorro. Gato. Papagaio. Ansiedade e impaciência. Encontros e ausências. Beijos e abraços. Risos e lágrimas. Vôo internacional. Desembarque. Em dezembro. Espera. Tédio. E uma insensibilidade a tudo isso [ao meu redor].
E a menina gostava de observar os pássaros. Costumava só olhar. Pois, não os queria. Não em suas mãos. Era o melhor. Assim, ela podia vê-los voar. Quase sempre. Bem alto.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Ao esperar ansiosamente pela resposta, cuidado. Por favor, tenha cautela. Não tropece na linha tênue entre o sim e o não. Pois, se o fizer, viverá a longa agonia do talvez. E isso, não recomendo.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Insônia é contar as poucas horas de sono da semana [nas mãos].

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

E eu voltei da rua pensando em um post. Nem mesmo sabia o que escrever. As vezes, é difícil pensar nisso. Em posts. Em blogs. E é impossível imaginar algo que se aproveite. Mas o difícil mesmo é voltar pra casa. O melhor, inteira. Mas voltei sim. E aqui estou.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Se o quadradismo dos meus versos
Vai de encontro aos intelectos
Que não usam o coração como expressão


(Você abusou, Antônio Carlos e Jocafi)

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Primeiro, esqueça as coisas tolas. O resto fica para depois.
Se fosse mesmo tão legal, não quebraria o disco. Aquele daquela cantora. Justamente o da tal música. É, aquela que me faz sempre lembrar. E, sendo assim tão bacana, por acaso me esqueceria?

domingo, 9 de dezembro de 2007

não
quero
o peso
do mundo
ou peso
algum
aliás
Dezembro tem um cheiro familiar. E um gostinho de celeuma.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

não se canse
das palavras
das pessoas
de uma vida
à toa
só descanse
na verdade
esse pouco
[de você]
Bastava ser um pouco paciente. Assim, tudo seria bem mais fácil. Exatamente tudo. A compreensão das coisas. A espera do retorno. O desfecho da questão. Absolutamente tudo. Mas não. Vai e põe o carro na frente de tudo. Tudo. E, depois, segura a onda.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

The weather vane will say
It smells like rain today


(Green Grass, Tom Waits)

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Chocolate? Ou doce de leite? Difícil escolha. Uma bola. Um sabor. [Em todo caso, será que eu poderia experimentar os dois?]

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Se é por medo do escuro, deixo a luz da lua acesa.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Insistentemente a dor volta a maltratar o meu juízo.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Eminente. Brilhante. Esplendorosa. A meia lua hoje [sublime].

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

E se me achar esquisita,
respeite também.
Até eu fui obrigada a me respeitar"

(Clarice Lispector)

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

E quando a idéia acaba, a gente apaga ou guarda na memória?

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Menininha
Bonita
Querida
Dos olhinhos
Miudinhos
Azuis
Ela é assim
Difícil
[a vida]
E ainda sim
Tão linda

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Esta cidade tem poesia.

sábado, 24 de novembro de 2007

Mala pronta. Vou embora. Tenho hora. Vou voltar. De outras bandas venho agora. De outros cantos trago história. E uma certeza. Quando longe penso: "ora, meu lugar é meu lugar".
Se houvesse resposta para a pergunta mais urgente, não haveria tantos questionamentos. Mas duvidar é mesmo a minha essência. Questionar é o meu principal desespero. E entender a minha maior dificuldade. Então, melhor mesmo é não perguntar. Para não ter dúvidas sobre exatamente nada. Ou eu diria que não? Não sei.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Quando bate a vontade absurda do seu lugar.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

E o meu coração segue em aflição por uma dor amiga.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Bate logo esta porta. O frio me incomoda. O vento me arrepia a espinha. O gelo me esfria a alma. Fecha logo a porta. Não deixa nenhuma brecha. Não quero e não vou mantê-la assim [aberta]. Lá fora é inseguro. Lá fora está escuro. E eu já não quero mais.
Na revolta vi a paz. Sentei-me ao lado. Ensaiei algum protesto. Mas não. Fiquei calada. Da agonia presente tenho o momento. Único. Passageiro. E também o silêncio. É sempre ele o mesmo. Mesmo assim quando grita. Sem objetivo. Ou qualquer direção.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Poderia voar. Voar sem razão. Sem pressão. Sem sentido. Só voar.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Am i a part of the cure or
am i a part of the disease?


(Clocks, Coldplay)

domingo, 18 de novembro de 2007

Ao tropeçar na doçura, aquele desvio súbito. Com um medo inexplicável, atravessa a rua. Deixa para trás o desconhecido. Ou que já não lembrava mais. Segue com o sabor amargo e intenso dos pensamentos incompletos. Para se sentir segura.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Entre a delicadeza e a força, existe a dúvida [e o desejo].

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Um caminho. Uma meta. 1100 km. 10 horas. Insana.

P.S - Quando superar a própria meta é loucura.

sábado, 10 de novembro de 2007

Importante é o desconhecer para o simples encantar.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

1100 km de um céu colorido. Azul. Nuvens brancas. Tarde cinza. Pôr-do-sol. Laranja. Rosado. Noite clara. O horizonte já anuncia. A madrugada de chuva. Tempestade. Vento. Raios. A adrenalina. O medo. E uma grande festa no céu. Um verdadeiro espetáculo.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Arriba, abajo, al centro y p'adentro. [¿Que pasa?]

P.S - a Tequila faz você perder todas as fotos sem se importar.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

As palavras dele. Todas dela. E a rouquidão me silencia.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

O vento frio. O mar gelado. E uma distância enorme.

domingo, 4 de novembro de 2007

Pois ela, a cada dia, mais se sentia insana no mundo. Achava sempre que poderia ignorar certas vozes. Buscava o seu caminho. Queria mesmo se encontrar perdida. Só para mais uma vez se procurar.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Ahora me voy de vacaciones.

(As doses continuam, mas provavelmente mais esparsas)
E o dia dos mortos tem um calor de derreter o cérebro.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

E esse peixe
De água doce
Caiu na rede
Do pescador
No Capibaribe

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

E quando o povo dizia
Seria oito ou oitenta
No fundo bem sabia
O que só podia ser
Era sempre exagerada
Se sentia confortada
De viver pelo extremo
Menina, mulher e peixe
Criatura iluminada [de arte]

(Conheça o Desmantelo Blue)
Enquanto poetas fazem poesia, tropeço nela. E sigo bem.
Era assim que deitava
Quase sempre encolhida
[ou seria enroscada]
Para abraçar o sono
E receber seus sonhos
No breve leito alheio

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Só um favor. Da próxima. Não tenta entender. Isso é o melhor que pode fazer [por você]. Permitir-se não compreender aquilo que não é de se explicar. Nem tem cabimento. Mas é assim mesmo. Só sentimento. É de aceitar, ainda sim. Por isso, um favor. Vê se não pensa. E nem questiona. Entra logo. De vez. Assim sem bater.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

E se não é para falar de saudade? O que se pode dizer? Como um reflexo, vou engolir todas as palavras com fome [de emoção]. Só para não precisar me expressar mais. Mais nada.

domingo, 28 de outubro de 2007

Uma conversa boa e fiada. Tão somente. Sem pretensão do nada. Do resto, aliás, eu desisto. Ou será que eu apenas acho [isso]?

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Um encontro marcado [com o mar].
Quintessenciada. Distraída. A lágrima não sabe onde pisa. Nem vê onde cai. Mas sempre desaba assim [carregada]. Na mesma face de menina [perdida]. Em uma lua tão cheia de promessas [vagas].

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

assim só
eu já sinto
o seu cheiro
é tão familiar
para me perder
em imaginação

quarta-feira, 24 de outubro de 2007


acordou inebriada
com a mesma essência
e um sorriso nos lábios
com o sabor diferente
de açúcar mascavo

(Arte de Dani Acioli)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

[pra mim]
era o nada
eu não sabia
o que é o tudo
o que é o beijo
o que é saudade
o que é maldade
o que é desejo
o que é a dor
ou é o pouco
ou é o resto
ou o mesmo
[de mim]
orelha direita
agulhas [muitas]
todos os furos
contra a dor

Does it make any sense?

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Em uma tarde qualquer com aquele cheiro de poeira batida, bom é sentir os pés no chão. Arrastá-los até o quintal alheio. E, de forma discreta, recolher letrinhas do varal. Desejo mesmo é usar somente isso. Assim, vou sair por ai descalça. Sentir-me invisível. Andar na rua só com as palavras certas pelo corpo. Bem vestida de poesia.
Mente completamente volátil de demandas temporais com grande probabilidade de obsolescência. Isso tudo devido a uma constante inovação. Ou seja, não dá mais para estocar tanta besteira nessa minha cabeça. Já é hora de reduzir a produção descontrolada dos pensamentos inúteis. Quase sempre guardados na caixolinha aqui.

[um rabisco bem inútil enquanto estudo gestão da produção]

domingo, 21 de outubro de 2007

quase sem querer
o já inevitável
abandono maduro
            [do fruto]
da idéia errada
da escolha exata
daquela teimosia
que bem queria
            [sempre]
ser tão insistente
na eterna bobagem
de desejar você
só para esquecer
             [de mim]
a cada momento
a cada contato
a cada encontro
             [em vão]
Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor"


(Manuel Bandeira, Arte de Amar)
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sábado, 20 de outubro de 2007

Sábado para deixar todas as mazelas dentro do mar.
Diante do acaso e do caos, o nascer do sol compensa tudo.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Ter muitas razões para pedir desculpas ou pedir desculpas sem achar razões para ser desculpada? Não sei bem o que é pior.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Cansei de bancar a mulher moderna. Não quero mais tomar frente de porra nenhuma. Muito menos batida de carro [sozinha]. Já não vou mais ser a bem resolvida. Assumo que sou uma farsa. E dai?
A partir de agora, voltei a ser mulherzinha. E tenho dito.
Por vezes, eu me sinto um verdadeiro quarto de criança com o chão completamente desarrumado. Acho que sou mesmo é um brinquedo com peças que foram espalhadas para os todos lados. Daquelas que dão preguiça absurda de juntar. Tantos são os encaixes e desencaixes. Possibilidades quase infinitas. Às vezes, parece ser bem maleável. Outras, nem tanto. Mas é justamente em dias assim que penso se é possível botar ordem nisso tudo. Reunir essa tralha para colocar cada pecinha em seu devido lugar. No fundo, eu imagino mesmo é se não há uma peça perdida por ai. Uma peça essencial esquecida no tempo [ou embaixo do tapete].

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Blame it on the black star
Blame it on the falling sky
Blame it on the satellite
that beams me home


(Black Star, Radiohead)

Deixaria-se roubar daquela vez. Não sentiria medo algum. Porque, na verdade, tinha uma necessidade urgente de perder o controle. E, além de tudo, considerava-se distante demais das almas boas. Então, certas vezes, desejava ultrapassar aquilo. Caso contrário, seria uma pessoa condenada a viver sempre do mesmo lado. Mas assim não. Era a sua chance de ver como vivem as pobres almas. Todas violentadas. Era o momento de atuar em um outro papel. Lamentar-se. Era agora a vítima. Sim, era hora de ser a vítima da decisão alheia. Sabia que ao perder as rédeas abdicaria do seu destino para que outros o conduzissem. Antes, acreditava que tudo estava sempre firme em suas mãos. Mas só até aquele dia. O dia em que se faria assaltar para não morrer de culpa e tédio.

[conclusões insanas, durante sessão produtiva de análise]

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Tem o gosto
de infância vivida
de mão atrevida
de criança sabida
de mãe distraída
de bronca merecida
A colher de pau
do meu brigadeiro

(janeiro de 2006)
lunar que sou não temo o breu
mas a fresta que dá contorno
do seu perfil [boca e nariz]
a pele gelada que me arrepia
não só a espinha como a alma
leva o sossego desconhecido
pra bem longe do meu lugar

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

faz de conta
tão somente
me bastaria
se já assim
fosse o sexo
sem rótulos
embalados
por alguém

domingo, 14 de outubro de 2007

Trouble in mind, I'm blue
But I won't be blue always


(Richard M. Jones, 1927)

Das palavras farei o breve beijo que devia. Mas, naquela agonia, sempre esquecia de dar. E, acredite você, eu bem queria ser mais atenta. Mas nunca fui. Agora, invento. Sei nada de você, nem do tempo. Já do erro, até sei. Eu tento. Mas é sempre o mesmo.

sábado, 13 de outubro de 2007

Procura-se uma mente nova. Que tenha tranqüilidade para ser. Paciência de viver. Concentração para ler. Facilidade de ouvir. Consciência para agir. Liberdade de sorrir. Sanidade para sofrer.
E, principalmente, emoção de existir.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Quando criança, não pensava tanto. Pensar era tão chato.
Foi dormir com o mal-estar. Esperava que passasse. Acordou pior. Então, já era. Hora de deixar a frustração ir embora. Para longe.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Às vezes, ficar bobinha [simplesmente] já é um bem danado.
Do mundo o tabuleiro. De nós as peças. Do passado, presente e futuro as suas jogadas. E, na próxima rodada, quem sabe aprende. Com ou sem as apostas da vida. É o tempo o melhor jogador.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

[Quero] Liberdade para desligar o futuro.
Ao completar sessenta, fitou a filha [adulta]. Mas viu a garotinha. E, sorrindo, disse: - Tão bonita está a minha menina de vestidinho.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Bem mais. É a sua idéia que me fascina. A sua graça. A sua bossa. Até diria aquela farsa. Muito menos, talvez. Mas, assim mesmo, é.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Pois, nela jazia o próprio eco. E, o seu maior desespero era gritar com toda a força possível e não conseguir ouvir a sua voz. Isso porque havia bem mais que empenho naquele grito. Havia também as veias que pulavam na garganta, uma face encarnada, as palpitações aceleradas e uma visão bastante desorientada. Todos os sintomas, contudo, não seriam suficientes. Por mais inflamada de medo. Por maior que fosse a exaltação. Em cólera. Não poderia jamais produzir qualquer tipo de som. Nunca. Todo o esforço teria sempre um único resultado. O mesmo. Era o silêncio. Cada vez mais presente. Em sonhos regularmente mudos.

domingo, 7 de outubro de 2007

Daquela janela só se via o mar. Não havia nada além. Aliás, havia. Havia o belo infinito. Do lugar se via o tudo. Inclusive o além-mar.

sábado, 6 de outubro de 2007

Os impulsos se fingem de bobos antes de começar a brincadeira.
Vai lá e derrama na taça a vida antes de degustá-la.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Ouvia o silêncio. Mas a noite estava inquieta. Pegou o copo. Pôs apenas duas pedras de gelo. Era o costume. Segurava a garrafa bem firme. Não adiantava. O homem tinha as mãos trêmulas. Era um impaciente. Sempre derramava parte do líquido para fora do recipiente. Era o mesmo ritual. Isso o fazia responsável pelo som noturno que ouvia. Lembrou o quanto estava só. Era tão sozinho o tal infeliz que poderia ouvir o eco em sua alma. E, na ausência de um par, sentia aquela perturbação tola. Mas não muita. Lembrou que isso o tornava um ser humano. Igual a todos os outros tolos. Por isso, podia parar de pensar um pouco naquele momento. Ele precisava beber cada gole bem devagar. Queria é sentir o queimar da bebida na sua goela seca. A garganta já era viciada no ardor do álcool. Era essa a sua penitência. E, assim seria, diariamente.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Demorei muito a entender. Mas de fato compreendi. O teu desejo não me diz respeito. Aliás, não me diz nada. O nada além do óbvio. E o óbvio, meu bem, não precisa ser dito.
Maldita palavra "quase"
É de corroer estômagos
A consumidora das almas
E das mentes [ansiosas]

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Água morna me dá náuseas. [Vida morna me dá medo]

terça-feira, 2 de outubro de 2007

As palavras invadiram o sono
Sonhei que te pedia um trago
Esse desejo rimou com estrago
E eu nem sei mais dizer porque

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Gastei uma hora pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira".


(Poesia, Carlos Drummond de Andrade)